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6ª rodada tem apenas um bloco arrematado

João Montenegro / Petróleo Hoje      sexta-feira, 8 de novembro de 2019

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Foto: Saulo Cruz / MME.

 

Petróleo Hoje - Novamente, coube à Petrobras a tarefa de salvar o dia. A estatal arrematou o único dos cinco blocos ofertados na 6ª rodada de partilha da produção, realizada pela ANP na quinta-feira (7/11). Em parceria com a CNODC (20%), a petroleira ofertou excedente em óleo de 29,96% por Aram, no pré-sal da Bacia de Santos, cujo bônus de assinatura mínimo era de R$ 5,05 bilhões. O investimento previsto é de R$ 278 milhões.

 

Bumerangue, Cruzeiro do Sul e Norte de Brava e Sudoeste de Sagitário – pelos quais a Petrobras havia exercido direito de preferência – não receberam propostas.

 

“Estou surpreendido sim. Esperava que houvesse a contratação das três áreas [com direito de preferência exercido], mas nada disso muda as perspectivas que tínhamos de investimento e arrecadação no longo prazo”, assegurou o diretor geral da ANP, Décio Oddone, durante coletiva de imprensa após a rodada.

 

Ele assinalou que o resultado do leilão também reflete a redução natural do interesse das petroleiras privadas por novos ativos exploratórios, na medida em que se preparam para desenvolver as áreas adquiridas nos leilões anteriores.

 

Segundo o ministro do MME, Bento Albuquerque, o resultado reforça o entendimento de que o governo pode melhorar o regime de oferta de áreas exploratórias.

 

“O exercício do direito de preferência da Petrobras naturalmente reduz a competitividade do certame. Já expressamos essa percepção ao Congresso. E o fato de ela exercer esse direito e, depois, não participar, isso aí tem que ser revisado. Não me parece de bom senso manter o regime como é hoje”, disse.

 

A secretária de Petróleo e Gás do MME, Renata Isfer, ressaltou que o governo não trabalha, no momento, pelo fim do regime de partilha da produção, mas para que seja possível licitar, pelo regime de concessões, áreas de pós-sal que estejam dentro do polígono do pré-sal por uma questão de economicidade.

 

“As mudanças propostas no Congresso não trazem mudanças brutas para as próximas rodadas”, afirmou, fazendo referência ao Projeto de Lei 3178/2019, do Senador José Serra (PSDB/SP), que a acaba com a prioridade da Petrobras e permite leiloar áreas dentro do polígono do pré-sal pelo regime de concessões.

 

Na quarta-feira (6/11), a petroleira arrematou os blocos de Búzios, em parceria com a CNODC (5%) e CNOOC (5%), e Itapu, com participação integral. O bônus total a ser pago pelos ativos soma quase R$ 70 bilhões.

 

As áreas de Atapu e Sépia não receberam propostas. Segundo o ministro do MME, Bento Albuquerque, o governo já trabalha para relicitá-las. 

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Nota editorial

Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.