Blog do Ineep

início       análises      site institucional

Desenvolvimento offshore dará salto até 2021

João Montenegro / Petróleo Hoje      segunda-feira, 9 de setembro de 2019

Compartilhe esta página com seus amigos

Foto: Petróleo Hoje.

 

Petróleo Hoje - O ano de 2021 marcará o pico de demanda por serviços de poços em projetos offshore na fase de desenvolvimento da produção dentro dos próximos cinco anos, de acordo com dados da ANP. A estimativa é que serão perfurados 111 poços, enquanto 135 terão de ser completados, 49 arrasados e abandonados e outros 29 precisarão passar por processo de elevação artificial. 

 

O salto em relação a 2019 é significativo. Neste ano, calcula-se que, no mar, 62 poços serão perfurados, 72 completados, 43 arrasados e abandonados e que 16 demandarão serviços de elevação artificial – números que também são bem inferiores aos previstos para 2020, quando um portfólio de 307 poços estará em jogo. 

 

Depois de 2021, contudo, todas as atividades offshore cairão, com exceção da desativação de campos, que ainda experimentará crescimento em 2022, antes de ter sua demanda reduzida no ano seguinte.

 

No onshore, a previsão é que haverá uma queda das atividades em 2020, seguida de crescimento em 2021, atingindo o pico em 2022 – ano em que 220 poços devem ser perfurados, 427 completados, dez arrasados e abandonados e 192 precisarão de serviços de elevação artificial. 

 

A projeção foi feita pelo PetróleoHoje com a utilização de uma nova ferramenta disponibilizada pela ANP para fornecer previsões anuais sobre atividades de desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural no quinquênio. 

 

 

Com ela pode-se também projetar os investimentos em tais atividades no período. Entre este ano e 2021, os aportes em projetos offshore mais que duplicarão, saltando de R$ 48 bilhões para R$ 114,3 bilhões. O destaque ficará por conta das atividades desativação de campo, que responderão por cerca de metade do orçamento em 2021. 

 

Em terra, os investimentos devem passar de R$ 1,6 bilhão, em 2019, para R$ 1,77 bilhão, em 2023, (ano de pico dos investimentos onshore no período analisado). Nesse período, a maior parte dos investimentos será destinada a atividades de perfuração e completação de poços. 

 

As atividades consideradas são as de completação, desativação de campo, elevação artificial, estudos e projetos, levantamento G&G, perfuração, proteção ambiental, segurança operacional, sistema de coleta da produção e sistema de escoamento da produção. 

 

A ferramenta possibilita ainda estimar as atividades exploratórias no ano. Em 2019, a demanda offshore será por 16 poços e 9,194 mil km² de sísmica 3D, totalizando R$ 2,9 bilhões e R$ 124 milhões em investimentos, respectivamente. Já na parte terrestre, estão previstos 23 poços (R$ 362,7 milhões), 240 km de sísmica 2D (R$ 6 milhões) e 445 km² de sísmica 3D (R$ 92,250 milhões). 

 

As estimativas que a ANP está disponibilizando são realizadas a partir das previsões de atividades em blocos e campos e volumes de produção dos poços e campos declarados pelas empresas.

 

A agência alerta que, em função das incertezas inerentes às variáveis consideradas, bem como à possibilidade de apresentação de atualizações e revisões das estimativas pelos operadores, não há garantia de efetivação das estimativas ao longo do período simulado.

Comentários


O que você procura?


Últimas Postagens



Nota editorial

Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.