Instituto José Eduardo Dutra

início       análises       artigos      textos para discussão      site institucional

Leilões em xeque

Claudia Siqueira / Petróleo Hoje      segunda-feira, 30 de março de 2020

Compartilhe esta página com seus amigos

Foto: ANP.

 

Petróleo HojeO governo deve suspender a realização dos leilões de áreas exploratórias programados 2020 por conta da pandemia do novo coronavírus (Covid-19) e da crise do preço do barril de petróleo. O tema está sendo estudado pelo MME junto ao gabinete de crise do governo federal, com a meta de chegar a uma definição até a próxima semana.

 

Uma alta fonte do governo antecipou ao PetróleoHoje que a percepção é que não há ambiente econômico para eventos do tipo até o final do ano. O calendário original previa a realização do 17º leilão de concessões, da 7ª Rodada de Partilha e, possivelmente, um terceiro leilão para a venda de Sépia e Atapu – áreas remanescentes do Leilão do Excedente da Cessão Onerosa, realizado no final de 2019.

 

Antes mesmo de o preço do barril do petróleo despencar ao patamar de US$ 25 e a pandemia do Covid-19 derrubar a economia mundial, prevalecia a percepção de que o cronograma  dos leilões de 2020 ficaria limitado à realização da 17ª rodada, sem contemplar leilões de partilha. Isso porque trâmites processuais exigem que as rodadas da ANP cumpram prazos pré-estabelecidos na fase que compreende o lançamento do edital e o recebimento das ofertas.

 

A realização das rodadas de 2020 seria apreciada na reunião de março do CNPE, que acabou cancelada por conta da pandemia. A suspensão foi decidida sem que o governo tenha reagendado uma nova data para reunião do colegiado.

 

A 17ª Rodada foi formatada, originalmente, para disponibilizar 128 blocos nas bacias de Campos, Santos, Pelotas, Potiguar e Pará-Maranhão, totalizando área de 64,1 mil km², mas o governo planeja incluir, antes da crise, ativos de fora da Zona Econômica Exclusiva brasileira (ZEE).

 

Considerado um leilão de risco e baixa atratividade, o processo ofertaria mais da metade das áreas selecionadas em Pelotas, onde serão oferecidos 74 blocos, ante os 17 de Santos, 15 de Campos, 14 da Bacia Potiguar e oito do Pará-Maranhão.

 

Já a 7a Rodada de Partilha prevê a oferta das áreas de Água Marinha, na Bacia de Campos, Ágata e Esmeralda, em Santos. Os ativos são vistos como de menor potencial se comparados aos blocos leiloados nos leilões anteriores.

Comentários


O que você procura?



Nota editorial

Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.