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Operadoras avançam na partilha

Gabriela Medeiros / Petróleo Hoje      segunda-feira, 9 de setembro de 2019

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Foto: Divulgação.

 

Petróleo Hoje - As operadoras dos 13 blocos arrematados nas quatro rodadas de partilha da produção entre 2017 e 2018 estão pisando fundo em seus programas exploratórios, já tendo, inclusive, feito novas descobertas. A tendência é que as atividades conduzidas pela Petrobras, BP Energy, Equinor, Exxon e Shell no cluster do pré-sal acelerem nos próximos anos.

 

Dois blocos, Norte de Carcará e Sul de Gato do Mato, precisam ter sua primeira fase exploratória concluída até 2021 e estão com bom andamento, com planos de avaliação da descoberta em análise pela ANP.

 

Em setembro de 2018 a Equinor foi a primeira a petroleira privada a perfurar no regime de partilha, com o poço 3-EQNR-1-SPS em Norte de Carcará. Situado em lâmina d’água de 2.051 m, o poço encontrou indícios de petróleo e já passa por testes de formação com sonda West Saturn, da Seadrill..

 

Há cerca de três meses, a Shell começou a perfurar o poço 3-SHEL-30-RJS, em Sul do Gato do Mato, em  lâmina d’água de 2.067 m. Executada pela sonda Brava Star, da Constellation, a perfuração encontrou indícios no começo de agosto.

 

A anglo-holandesa deve avançar sobre o bloco de Alto de Cabo Frio Oeste ainda este ano e se prepara para perfurar em Saturno em 2020. Também no próximo ano há expectativa de que a ExxonMobil perfure o primeiro poço de Titã.

 

Desde outubro do ano passado, a Petrobras vem perfurando na área de Peroba com a Ocyan ODN-II. Os trabalhos conduzidos em lâmina d’água de 2.200 m resultaram na descoberta de indícios de hidrocarbonetos hidrocarbonetos em janeiro deste ano.

 

A estatal se prepara, agora, para explorar cinco outras áreas de partilha. Programadas para ocorrer entre o primeiro trimestre de 2020 e o segundo de 2022, as campanhas preveem a perfuração de dois poços em Uirapuru, dois em Três Marias, um no Entorno de Sapinhoá, três em Alto de Cabo Frio Central e dois em Dois Irmãos.

 

Entre 2021 e 2022, está previsto o início da campanha de perfuração da BP em Pau Brasil. O plano da companhia é realizar levantamentos sísmicos na região antes de começar a campanha, que poderá englobar até quatro poços.

 

A PPSA estima que a exploração e o desenvolvimento das áreas oriundas dos cinco leilões de partilha já realizados até o momento (incluindo Libra) demandarão a perfuração de pelo menos 11 poços exploratórios, 316 de desenvolvimentos, 19 FPSOs e 316 árvores de natal molhadas, totalizando US$ 144 bilhões em investimentos. A previsão é que, em 2028, as áreas estejam produzindo 2 milhões de bopd e 24 milhões de m³/dia de gás.

 

Mas a produção no cluster tende a ser ainda maior, considerando-se os três leilões de partilha já agendados pela ANP. A 6ª rodada de partilha está programada para 6 de novembro, com a oferta dos blocos Aram, Bumerangue, Cruzeiro do Sul, Sudoeste de Sagitário e Norte de Brava.

 

Para a 7ª Rodada de partilha, em 2020, estão em análise para oferta os blocos Esmeralda, Ágata e Água Marinha, enquanto para a 8ª rodada, em 2021, são avaliados os blocos Tupinambá, Jade, Ametista, e Turmalina.

 

E, claro, para produzir, todas essas terão de ser prospectadas, gerando novas demandas por bens e serviços offshore.

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