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Paulo Guedes disputa com ala militar comando da Petrobras

Raquel Landim (Folha de S. Paulo)      quarta-feira, 31 de outubro de 2018

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Paulo Guedes disputa com ala militar comando da Petrobras

Foto: Reinaldo Canato / Folhapress

 

Notícia publicada originalmente pela Folha de S. Paulo.

 

O economista Roberto Castello Branco, ex-diretor de relações com o mercado da Vale, é o mais cotado para assumir a presidência da Petrobras n governo do presidente Jair Bolsonaro (PSL).

 

Ele é preferido de Paulo Guedes, já indicado como o futuro "superministro" da Fazenda, já que a pasta vai englobar também Planejamento, Indústria e Comércio Exterior.

 

Rumores sobre sua indicação circularam nesta terça-feira (30). Reportagens relataram que ele sinalizou que declinará o convite. Questionado pela Folha sobre o assunto, o economista disse que isso não aconteceu.

 

"Não declinei convite nehum, até porque não há nenhum convite", disse Castello Branco. Ele não quis comentar se aceitará ou não o cargo caso seja convidado, mas pessoas próximas a ele dizzem que o economista vê a missão com bons olhos.

 

Ainda não houve, no entanto, definição final sobre o comando da Petrobras. Segundo apurou a reportagem, o vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, também quer influenciar na escolha.

 

Mourão prefere que a estatal seja entregue a um nome da área militar porque considera a Petrobras estratégica.

 

Segundo pessoas próximas à estatal, o alto comando da Petrobras já foi sondado informalmente por emissários tanto do grupo de Guedes quanto do time de Mourão, em busca de informações.

 

Já é dada como certa a saída de Ivan Monteiro, que assumiu a presidência da companhia depois de demissão de Pedro Parente na paralisação dos caminhoneiros. Monteiro foi um dos responsáveis pela recuperação da estatal, mas deve ir para iniciativa privada.

 

Professor da FGV, Castello Branco é amigo de Guedes desde a década de 1980, quando presidiu o Ibmec, rede de ensino fundada pelo futuro ministro. Assim como o "guru" de Bolsonaro, ele também frequentou a Universidade de Chicago, berço do liberalismo econômico, onde cursou pós-doutorado.

 

O executivo já conhece bastante a Petrobras, porque foi membro do conselho de administração da petroleira entre 2015 e 2016, ainda no governo Dilma Rousseff (PT). Na época, assessorou o então presidente do colegiado, Murilo Ferreira, na reestruturação da governança da companhia após estourar a crise do petrolão.

 

Castello Branco tem ainda ampla experiência internacional, já que foi economista-chefe e direto de relações com o mercado da mineradora Vale por um longo período. Entrou na companhia em 1999 e ficou até se aposentar, em 2014.

 

Segundo apurou a reportagem com acionistas relevantes da Petrobras, independentemente de quem emplacar o comando da companhia, não se espera uma grande reviravolta na condução da estatal no governo Bolsonaro.

 

O caminho deve ser o mesmo trilhado pela atual gestão: desinvestir em algumas áreas, como distribuição de combustíveis, petroquímica e fertilizantes, para reduzir o endividamento e concentrar recursos na exploração do pré-sal.

 

Se prevalecer o time de Guedes, essa estratégia deve ser acelerada. É provável, por exemplo, a privatização da BR Distribuidora.

 

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