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Petrobras anuncia novo desinvestimento no downstream

Lais Carregosa / Petróleo Hoje      sexta-feira, 22 de maio de 2020

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Foto: O Petróleo.

 

Petróleo Hoje - A Petrobras anunciou, na quinta-feira (21/5), que iniciará, nas próximas semanas, a fase não-vinculante da venda da Colombia Combustibles (Pecoco), na Colômbia. A empresa atua no mercado de distribuição e comercialização de gasolina, diesel e lubrificantes, com rede de 124 estações de serviços e sete unidades de armazenamento.  

 

O teaser do ativo foi publicado em março, dando continuidade à estratégia de redução das atividades de refino e distribuição no portifólio da companhia, que, no momento, tem 15 ativos no downstream com venda em aberto.  

 

Também fora do Brasil, a estatal tenta vender a Compañia Mega e a Petrobras Uruguay Distribuición S.A. (PUDSA), na Argentina e no Uruguai, respectivamente. Voltada ao processamento de gás natural e fracionamento de derivados líquidos do combustível, a Mega entrou em fase vinculante em agosto de 2019. Já  a PUDSA, que atua mercado de distribuição de combustíveis e lubrificantes, entrou em fase vinculante em fevereiro deste ano.  

 

Nos últimos cinco anos, a Petrobras vendeu, no exterior, os seguintes ativos de downstream: a Refinaria Nansei Sekiyu, para a Taiyo Oil Company, no Japão, em 2016; a Petrobras Paraguay Operaciones y Logística SRL e Petrobras Paraguay Gas SRL, para a Copetrol, no Paraguai, em 2019; e a Refinaria de Pasadena, nos EUA, para a Chevron, também no ano passado.  

 

No Brasil, a maior cifra obtida com um desinvestimento no downstream, no mesmo período, se deu pela abertura de capital da BR Distribuidora, que rendeu US$ 9,6 bilhões aos cofres da estatal.   

 

Em fevereiro deste ano, a petroleira divulgou o teaser referente à venda de 100% de sua participação na Unidade de Fertilizantes Nitrogenados III (UFN-III) em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul. O empreendimento está em fase não vinculante.   Em março, a companhia deu início à fase vinculante referente à venda de sua participação (10%) na Transportadora Associada de Gás S.A. (TAG). No ano passado, a estatal finalizou a venda de 90% de suas ações na TAG para a Engie.  

 

Também em maio, foi divulgado o início da fase não-vinculante das vendas de suas parcelas remanescentes na Gaspetro e na Nova Transportadora do Sudeste S.A. (NTS) – a Petrobras já havia vendido parte de suas ações nos ativos para a Mitsui Gás e Energia do Brasil (Gaspetro, em 2015) e Brookfield (NTS, em 2017).   Devido à pandemia de Covid-19, a estatal postergou o prazo para envio das propostas vinculantes referentes às refinarias Abreu e Lima (RNEST) em Pernambuco; Landulpho Alves (RLAM) na Bahia; Presidente Getúlio Vargas (Repar) no Paraná; Alberto Pasqualini (Refap) no Rio Grande do Sul; e Gabriel Passos (Regap), em Minas Gerais.  

 

Em fase não-vinculante estão as refinarias Isaac Sabbá (Reman), no Amazonas, Lubrificantes e Derivados de Petróleo do Nordeste (Lubnor), no Ceará, e Unidade de Industrialização do Xisto (Six), no Paraná.  

 

Em seu último relatório financeiro, a Petrobras disse estar confiante de que pelo menos uma “parte relevante” das transações com refinarias tenha contratos de compra e venda celebrados até o final de 2020.

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Nota editorial

Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.