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Pré-sal puxa alta na produção da Petrobras

André Ramalho / Valor Econômico      sexta-feira, 18 de outubro de 2019

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Foto: Reuters.

 

Valor Econômico - A produção de petróleo e gás da Petrobras avançou no terceiro trimestre baseada na curva de crescimento de novas plataformas, que entraram em produção em 2018 e 2019. A estatal fechou o terceiro trimestre com aumento de 9,3% na produção de óleo e gás, ante o trimestre anterior. A companhia produziu, em média, 2,878 bilhões de barris diários de óleo equivalente (BOE/dia) entre julho e setembro, o que representa alta de 14,6% na comparação com igual período de 2018.


A empresa ressaltou, em comunicado divulgado ontem, que, com os resultados, mantém a “trajetória para o cumprimento da meta de produção anual”, de 2,7 milhões de BOE/dia, com variação de 2,5% para mais ou para menos. 


A petroleira frisou que houve alta na produção de sete novas plataformas que entraram em produção em 2018 e 2019 nos campos de Búzios (P-74, P-75, P-76 e P-77) e Lula (P-67 e P-69), no pré-sal da Bacia de Santos, e em Tartaruga Verde (FPSO Campos dos Goytacazes), na Bacia de Campos. 

 

Os dados operacionais da empresa foram puxados pela produção de petróleo do pré-sal, que produziu 1,367 milhão de BOE/dia e já representa 60,4% do total de óleo no Brasil. A produção de petróleo na região abaixo da camada de sal cresceu 17% em relação ao segundo trimestre e 40,2% frente ao terceiro trimestre e 2018. 

 

Já a produção de óleo do pós-sal em águas profundas e ultra-profundas permaneceu estável (alta de 0,8%) ante o trimestre anterior, principalmente por causa da entrada de novos poços produtores no campo de Tartaruga Verde, que ajudaram a compensar o declínio natural da produção nessa região. Na comparação com o terceiro trimestre de 2018, porém, houve redução de 4,9%. 

 

A produção de óleo em águas rasas, objeto de desinvestimento da empresa hoje, foi de 69 mil barris/dia, aumento 9,8%, decorrente do retorno a produção das plataformas PPM-1 e PCH-2, que tiveram parada para manutenção no trimestre anterior. Na comparação anual, houve uma redução de 22,7%, devido ao declínio natural e a parada das plataformas PCP-1, PCP-2 e P-9.


Já a produção de derivados da companhia subiu 2,9% no terceiro trimestre, ante o segundo trimestre, para uma média de 1,816 milhão de barris/dia. Segundo a companhia, a alta acompanha a maior demanda no mercado brasileiro. 


O fator de utilização do parque de refino cresceu de 76% para 80%. Com o crescimento da produção interna, houve uma redução das importações, especialmente de gasolina e gás liquefeito de petróleo (GLP). As compras de óleo e derivados do exterior caíram 14,7% no terceiro trimestre, ante o trimestre anterior, para 332 mil barris/dia.


As vendas de derivados aumentaram 3,5% na comparação com o trimestre anterior, para uma média de 1,785 milhão de barris/dia. O destaque foi o diesel, cujas vendas subiram 5,2%, impulsionadas pelo plantio da safra de grãos e pela atividade industrial.


As vendas de GLP subiram 3,2% na comparação com o segundo trimestre principalmente pelas temperaturas médias mais baixas. 

 

A Petrobras registrou, ainda, aumento de 32,2% na exportação de óleo e derivados, para 801 mil barris/dia, acompanhando o aumento da produção interna. 

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Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.