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Repar: óleo leve em Araucária

Bruno Postiga / Petróleo Hoje      segunda-feira, 13 de janeiro de 2020

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Foto: André Valentim / Agência Petrobras.

 

Petróleo HojeNesta edição, a Brasil Energia mostra como é a rotina operacional da Refinaria Presidente Getúlio Vargas (Repar), que também está incluída no programa de desinvestimento da Petrobras, a exemplo da RLAM, personagem da última semana. 

 

Inaugurada em 1977, após quatro anos de obras, a Repar, em Araucária (PR), é a maior refinaria da região Sul, com capacidade de processamento de 208 mil b/d. Atualmente, é responsável por 12% da produção nacional de derivados de petróleo.

 

A chegada do petróleo à planta se dá pelo oleoduto Santa Catarina-Paraná (Ospar), a partir do Terminal de São Francisco do Sul (SC), o Tefran, que recebe o produto por uma monoboia instalada em alto-mar. 

 

Depois de produzidos, os derivados são levados aos clientes por oleodutos, incluindo o Paraná-Santa Catarina (Opasc), que atende a três terminais em Santa Catarina: Guaramirim (próximo a Joinville), Itajaí e Biguaçu (próximo a Florianópolis). 

 

A produção excedente ao mercado local é transferida para o Terminal de Paranaguá (Tepar), no Paraná, pelo oleoduto Araucária-Paranaguá (Olapa). O modal dutoviário responde por 85% do escoamento da produção da refinaria, sendo os demais 15% escoados por caminhões, no caso de asfaltos, coque, propeno, enxofre, hexano e bunker. 

 

A Repar processa principalmente petróleos nacionais da Petrobras – em sua maioria, correntes oriundas do pré-sal. “Eventualmente, uma pequena parcela de petróleos importados compõe o pool de matéria-prima para adequação do perfil de produção desejado”, explica o gerente geral da Repar, Grey Zonzini. O grau API médio do óleo utilizado na planta é de 27º.

 

 

Os principais derivados produzidos na refinaria são o diesel (41%) e gasolina (25%), além de GLP, coque, asfalto, óleos combustíveis, querosene de aviação, propeno, óleos marítimos. 

 

Sazonalidade

A demanda de diesel da Repar tem forte correlação com o setor agrícola. Os períodos de maior consumo dos derivados ocorrem entre os meses de fevereiro e abril, durante a safra de verão e plantio da safra de inverno, e agosto e outubro, na colheita da safra de inverno e plantio da safra de verão.

 

As variações de mercado são amenizadas por ajustes nos níveis de processamento,  de elenco de petróleo e na formação de estoques. 

 

Comercialização

As principais compradoras de GLP, gasolina A, QAV, diesel e óleo combustível da Repar são a BR Distribuidora, Ipiranga, Raízen, Potencial, Ciapetro. Entre outros clientes estão a Braskem, com foco em propeno, e a Araucária Nitrogenados, que compra matéria-prima para a produção de fertilizantes.

 

Exportação

A Repar exporta asfaltos para o Paraguai e hexano para a Bolívia. Para os derivados claros, devido à diferença de especificação nesses países, a exportação é uma alternativa avaliada pontualmente, devido à necessidade de produção de lotes específicos. 

 

Infraestrutura

A refinaria está conectada a uma rede de oleodutos com 476 km de extensão. O Opasc a conecta aos terminais de Guaramirim, Itajaí e Biguaçu; o Olapa, ao Terminal de Paranaguá; e o Ospar, ao Tefran.

 

Ao todo, cinco terminais da Transpetro se conectam à Repar. O Tefran dispõe de seis tanques com capacidade para armazenar até 466,622 mil m³; o Tepar tem 34 tanques/esferas para 204,134 mil m³; o Terminal de Guaramirim (Temirim), nove tanques capazes de armazenar até 18,153 mil m³; o Terminal de Itajaí (Tejai), 14 tanques/esferas com até 56,917 mil m³; e o Terminal de Biguaçu (Teguaçu), dez tanques para 38.361 m³.

 

A Repar também está interligada em Araucária a seis bases de derivados (diesel, gasolina, QAV e óleo combustível), três bases de GLP e uma fábrica de fertilizantes (Araucária Nitrogenados).

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Nota editorial

Os textos publicados neste blog são de responsabilidade dos seus autores e não refletem necessariamente a linha programática e as opiniões do Ineep. A função do blog é divulgar os principais fatos e notícias do setor petróleo e, quando oportuno, analisar assuntos relevantes. São essas análises, elaboradas pelo Ineep, que apresentam a opinião do Instituto sobre os mais diferentes assuntos debatidos na conjuntura setorial.